terça-feira, 25 de maio de 2010

Un día para celebrar, todo el año para actuar

Celebração do Dia Mundial do Comércio Justo, em Valencia.

domingo, 15 de novembro de 2009

Las mentiras de la vida

Uma vez me disseram que uma paixão não dura mais que seis meses. E me mentiram mais uma vez...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

¡Feliz Cumpleaños, mamá!


Hoje acordei com uma imagem bonita na mente. Desde os primeiros minutos da manhã me lembrei do sorriso da minha mãe. Lembrei-me também das suas lágrimas, no dia da minha despedida quando vim para a Espanha. Mas logo pensei na minha infância e ri ao resgatar na memória imagens que para sempre ficarão guardadas comigo.

Hoje é aniversário da minha mãe. Não pude estar com ela, mas fiz questão de celebrar. Comprei bolo, vela e tudo. O Daniel e a Júlia participaram da festa. E queria compartilhar com todo mundo as imagens de uma festa ao mesmo tempo alegre e triste. Feliz simplesmente por ela existir e triste por essa saudade imensa que mora no meu coração.
Mãe, te amo!

Obs. Amanhã escrevo mais, mas hoje não me sinto muito bem e ainda por cima estou morto de sono).

domingo, 20 de setembro de 2009

Sol de otoño

Essas surpresas da vida. Parece ser que por aqui, mesmo no outono, o sol resolve dar sinal de vida de vez em quando. Hoje ele amanheceu brilhante e forte. E tava quente. Não esse calor que abafa, que incomoda. Ao contrário. Esse calor que reconforta e reanima.

As folhas ainda estão no chão. Muitas molhadas pela chuva dos últimos dias. Outras já apodreceram e até viraram adubo para a mesma árvore de onde caíram. Mas tem também algumas que estão verdes e vivas. Essas são as que mais causam dor ao olhá-las caídas no chão, ao lado da árvore que está ao mesmo tempo seca e molhada.

Não podem voltar para o lugar de onde saíram. Mas outras nascerão na próxima primavera. A parte boa é que pelo visto, neste ano, o inverno se converterá em verão de um dia para o outro. E assim, com um calor tropical, a árvore poderá recuperar sua majestosa copa antes do previsto, antes mesmo da primavera. Estará, quem sabe, mais forte para quando chegar o próximo outono.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Se acabó la alegría del verano

O outono chegou antes da hora. Chegou frio, escuro... uma surpresa nada agradável. Já se despediu o verão. Aquele sol que parecia tão lindo, que me dava calor e vontade de viver a vida em toda a sua plenitude, ficou cinzento, fraco e feio do dia para a noite.

As folhas começaram a cair de uma maneira rápida e inesperada. É triste, impactante. A árvore que ostentava sua copa verde e majestosa, agora parece morta. A mesma árvore que havia crescido rápido nas outras estações, causando inveja por sua beleza e harmonia, está seca e sem vida. No chão, as folhas que caíram viraram lembranças castanhas de uma época feliz.

Na rua, as pessoas parecem mais tristes. O tempo ficou frio e todos já colocaram seus abrigos que os protegem do mundo exterior. Voltamos a usar essas capas que prendem nossos corpos, escondem os verdadeiros sentimentos e nos impedem de compartir nossa essência mais bonita. Tudo por culpa de um sol que se apagou de repente e de um outono que chegou antes da hora.

Tenho vontade de voltar para o meu Brasil, onde pelo menos o sol brilha o ano todo.

domingo, 23 de agosto de 2009

Hegemonía brasileña en Valencia

Eu só pude escutar o barulho dos motores pelo lado de fora do circuito (não queria gastar uma fortuna para entrar). Lá da praia, não soube que Barrichello tinha ganhado o GP quando os carros pararam e acabou o ruído quase infernal . A feliz notícia só recebi quando cheguei em casa e confesso que me senti todo orgulhoso. Segundo ano da Fórmula 1 aqui em Valencia e segunda vitória brasileira. Nós mandamos e desmandamos no pedaço!

Brincadeiras à parte, o Rubinho merecia essa vitória. E se é aqui pertinho de mim, melhor ainda, mesmo que eu não o tenha visto. Depois de tanta confusão, de tanta crítica e de quase ter ficado sem equipe este ano, ele está literalmente dando a volta por cima e levando nosso nome mundo afora. Se no ano passado Felipe Massa entrou para a história como o primeiro piloto a vencer no circuito de Valencia, este ano Rubinho garantiu a hegemonia brasileira e entrou para a história como o piloto que conquistou a 100ª vitória do Brasil nos mundiais da F-1. Agora é torcer para quem sabe sermos campeões este ano. Ainda faltam seis corridas e não é impossível.

Enquanto isso, Valencia irá voltando à normalidade. Como é um circuito urbano, uma parte da cidade, próxima ao Porto, fica fechada durante esses dias. O bloqueio não é somente nas ruas que são usadas na competição, mas em outras tantas para organizar os acessos e por medidas de segurança também.

E é aí onde os valencianos podem se beneficiar da corrida. Moradores de prédios vizinhos ao circuito alugam suas varandas para os mais abonados assistirem à prova com toda a comodidade. O preço médio é de 250 euros por pessoa uns R$ 680), com buffet incluído. Dentro do circuito, os ingressos custam de 100 euros (sem direito a cadeira) a quase 500 euros nas melhores zonas. No ano passado, sem crise, teve gente que chegou a lucrar 20 mil euros ao disponibilizar a casa para grupos. Pena que eu não moro numa dessas ruas.

Fotos: Felipe Ramirez
De cima para baixo:
1 - Esse blogueiro que vos fala.
2 - Uma das ruas do circuito.
3 - Galpões do Porto transformados em boxes.
4 - Ferrari, sem Felipe Massa, prepara carro para corrida.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

És possible parlar dues llengües a la vegada?

Es posible hablar dos idiomas a la vez?
É possível falar dois idiomas ao mesmo tempo?

Parece que sim. Na verdade, com certeza que sim e até em três pelo visto. Viver numa sociedade bilíngue tem suas particularidades e seus aprendizados. Logo quando cheguei a Valencia, achava muito estranho escutar no metrô, por exemplo, duas pessoas conversando entre si, porém cada uma numa língua diferente. Como aqui são dois os idiomas oficiais, o espanhol e o valenciano/catalão, é muito comum ver pessoas que usam um deles falando com outras que usam o outro. Eu me perguntava: mas se os dois falam os dois idiomas, por que não conversam no mesmo? Mais estranho ainda era abrir jornais de prefeituras daqui ou até mesmo jornais comunitários em que cada notícia vinha numa língua. Sempre achei que deveriam eleger uma delas ou bem publicar todas as reportagens nas duas.

Mas por questões principalmente políticas, mas também pessoais ou simplesmente de conhecimento da língua, cada um opta pela sua e assim as coisas vão acontecendo.

Esquisito? Visto de fora pode até parecer, mas depois de quase dois anos aqui, já entrei no jogo e me vejo muitas vezes na mesma situação. Melhor dizendo, eu pioro a situação. Com o Daniel, por exemplo, um amigo daqui que também fala português, sou capaz de usar os três idiomas ao mesmo tempo. Já tentamos de tudo para combinar pelo menos dias alternados para usarmos cada uma das línguas, mas parece que isso já ficou impossível.

Mudamos de idioma o tempo todo ao longo da mesma conversa. Ele quer treinar o português comigo, eu quero treinar o valenciano com ele, mas muitas vezes temos que recorrer ao castelhano porque temos dúvidas em um dos dois anteriores.

Já na sociedade valenciana a questão não é tão simples como dois amigos praticando uma língua nova. Historicamente perseguido pelo Estado Espanhol, o valenciano ou catalão foi perdendo espaço numa região em que outrora foi um país independente, com sua língua e seus costumes próprios, assim como também era Galiza e País Basco. Até chegar aqui eu também não sabia, mas Espanha como tal só existe desde o princípio do século XVIII. Antes a Península Ibérica tinha outra divisão política e a junção forçada destas nações num mesmo Estado causou problemas com consequências graves até hoje. Não é à toa o terrorismo do grupo separatista ETA nem as manifestações pela língua na Catalunha com maior força e em Valencia com menor visibilidade.

Durante os anos da última ditadura pela qual passou a Espanha, que durou quase 40 anos e só terminou em 1975, as línguas foram perseguidas e manobras políticas forçaram o uso do castelhano nas regiões que não o usavam. Hoje, uma parcela da população luta por manter viva uma língua e uma história que continua em segundo plano para os governos. E eu tô aqui, para ajudar a engrossar essa rica mistura.


Obs. 1: As fotos são da última manifestação pela cultura e língua do País Valenciano, em maio.
Obs. 2: Para os que estavam acompanhando a saga do Caminho de Santiago, pretendo terminar de postar, prometo!